segunda-feira, 17 de julho de 2017

A nave pesa.
A vela pende sem haver vento.
Um leme em vão atento
sob águas de profunda solidão.

Albatroz deriva longe.
Ilha à vista sem vida.
Areia branca, adorna esquecida
poeira posta sobre si: descansa.

Sagres grita no peito
por cada lição ensinada...
Mestres: qual será minha jornada?

Sagres... Apenas um leito
onde o Saber hoje se cala...
Mestres: obrigado e mais nada.

Solidão existe para os versos.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Reverbera - ensaio

Calma cede a luz um facho alto
ao primo largo d'alvorada plena.
Ante a negra noite egressa
arde iluminado palco.

Sozinha não se deita a luz n'ocaso...
Sozinho não se cria o dia intenso...