quarta-feira, 29 de junho de 2011

Apologia ao dramático (Longo fazer)

O que faz de nossas vidas o que são é o que vivemos: nada mais. É inegável a quantidade de vezes que nos mantemos em nossa gesta sem dar a ela o drama que merece. Drão, do grego, significa fazer; isto é, a palavra drama não pode ser nada mais do que aquilo que fazemos e, logo, que vivemos. Não pode haver algo mais dramático do que a própria vida.
Assumir que não há algo que mereça ser chamado de dramático é, no mínimo, não reconhecer o valor de cada emoção vivida em seu momento. Como seria chorar sem que isso fosse intenso? E amar sem haver amor? Por que não dar a todo momento seu sentimento em sua plenitude?
(textus ad venire)

Nenhum comentário: