quinta-feira, 23 de junho de 2011

Larseniesco

Eu sou horrível. Sinto-me horrível... Quero refletir.
Não tenho muito espaço para isto, mas o suficiente para que minhas palavras desçam ao papel como representação do que penso. Entendo que há uma decisão irremediável a ser tomada na minha vida que pode tornar o meu futuro algo célebre ou algo fúnebre. Quem sou eu?
Por vinte e poucos anos, incorri num erro comum de pessoas sem origens: procurar origens. Não tenho origem. Ignorar? Não. Deixar de ignorar que sou feito da mesma essência de mim mesmo. Só “eu” posso me fazer seja lá o que for. Até aqui, consciente ou não, foi o que fiz. Meu capital intelectual é feito de meu sangue: estudei para o que sou.
Conheço o mundo à maneira Kantiana, sem sair da minha Königsberg particular. Mas, como me expor a um algo inexpugnável? Por anos, tentei redistribuir a realidade em diversas dimensões amparadas pelo sempre refugo antiempírico da infância, quando o sentido de não-existir foi amplamente ensaiado. Não reparti a rês, dei-lhe um outro significado.

3 comentários:

Robson S. Bertoldo disse...

Ontem estava pensando nisso.Meu capital intelectual é "tirado do meu próprio sangue". Meu meio social não propociona uma riqueza intelectual nenhuma.Temos uma origem sim, mas não a origem que gostaríamos de ter, ou , a origem intelectual esteriotipada que sempre ouvimos. Machado de Assis tembém não tinha "origem" e mesmo assim se tornou o maior escritor brasileiro.Conclusão: temos que aprender a nos olhar e valorizar como somos, não fugindo nossas origens.

Anônimo disse...

A reflexão ajuda amadurecer, ponderar instintos, muitas vezes insensato, que consome a mente. Mas também para buscar respostas pra nossa existência, questionar o que podemos e precisamos fazer para nos tornarmos pessoas melhores.
Pode-se não ter a origem que gostaria, mas a necessária para fazer de você o que é hoje, mesmo sendo fruto do seu sangue. Algo que você conquistou!!!Isso é muito bonito!!!
Dúvidas???Todos têm. Decisões precisam ser tomadas a todo instante. É que, a certa altura da vida nos damos conta do que é bom, do que você quer e às vezes nos parece tarde. O tempo acaba por nos mostrar o melhor caminho.
Valorize-se pelo que é e pelo que faz. Busque o que há de melhor em sua essência.

João Marcelo Silva disse...

Larsen é essencialmente uma face não-mortificada...